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Desafios da formação em biotecnologia

Desafios da Biotecnologia no Brasil são debatidos na UFG

 

III Workshop de Pesquisa em Biotecnologia atraiu a comunidade acadêmica para analisar o cenário atual do país e discutir possibilidades da área

Texto: Camila Godoy

Fotos: Ana Fortunato

Nada de criar zumbis ou ressuscitar mortos. O curso de Biotecnologia da UFG busca aplicar teorias científicas na melhora das condições de vida da sociedade, unindo conceitos e aspectos de muitos outros cursos e disciplinas. O ideal atrai muitos estudantes e explica o grande crescimento da área, mas ainda há numerosos desafios a serem superados. Esse assunto foi tema de um workshop realizado na manhã desta sexta-feira (19/8), no auditório do Instituto de Patologia Tropical  e Saúde Pública (IPTSP) da UFG, que reuniu alunos, ex-alunos, profissionais e professores de Biotecnologia.

O encontro também serviu para divulgar o novo Projeto Pedagógico do Curso. O coordenador do bacharelado em Biotecnologia da UFG, Éverton Kort Fernandes, falou sobre o processo de construção desse trabalho e agradeceu as contribuições dos colegas. A diretora do IPTSP, Flávia Aparecida de Oliveira, destacou a parceria com outras unidades acadêmicas, que segundo ela, foi fundamental para a conclusão do projeto. “Todos foram muito receptivos. Além disso, os alunos, sempre tão dispostos, contribuíram bastante. Eles são o termômetro da qualidade do nosso curso”, afirmou. A vice-presidente do Centro Acadêmico de Biotecnologia da UFG, Jordana Fernandes de Oliveira, também agradeceu o engajamento dos estudantes na busca do aperfeiçoamento do bacharelado.

Workshop Biotecnologia

Novo Projeto Pedagógico do Curso foi divulgado durante do evento

O pró-reitor de graduação da UFG, Luiz Mello, prestigiou a abertura do evento e defendeu a importância de espaços como aquele para a construção de uma Universidade diversa, que dialoga com a comunidade e que atenda aos princípios da gratuidade, laicidade e qualidade. “É sempre uma alegria ver a UFG viva, funcionando, com eventos que tenham a real participação dos alunos. Os estudantes são a maior razão de ser dessa instituição”, disse. O vice-reitor, Manoel Rodrigues, seguiu com a palavra e abordou a importância da somatória de esforços e da união da comunidade para garantir o funcionamento e o crescimento da UFG. “Vivemos um momento difícil na política, em que assistimos o fortalecimento do discurso de que o ensino superior público é muito caro e oneroso ao Estado. Por isso, aproveito esse encontro e convido todos a lutar por nossa instituição”, defendeu.    

Desafios da formação em Biotecnologia

O professor da Universidade Católica Dom Bosco do Mato Grosso do Sul, Ruy Caldas, foi um dos pioneiros da Biotecnologia brasileira. Durante a manhã, o pesquisador contou um pouco de sua experiencia na área: “O crescimento da Biotecnologia depende de investimentos. Em algumas épocas, ele cresceu mais, em outras recuou. Na década de 70, por exemplo, existiam pouquíssimos programas de pós-graduação. Logo, poucos professores. Na década de 80, não havia equipamentos, nem infraestrutura que possibilitasse levar adiante a maioria de nossas ideias. Essas dificuldades sempre foram constantes no Brasil”. O professor falou sobre os programas estruturais para a área, os estruturantes e os da atualidade, como a criação de Redes Regionais de Ensino e Pesquisa.

Ruy Caldas também apresentou os principais focos de estudo da Biotecnologia na atualidade e destacou a produção de fármacos nesse cenário. “Nós temos oportunidades em diferentes segmentos industriais. A Biotecnologia aplicada à saúde é uma das melhores áreas para  atuarmos. No final, o que importa é que a sociedade entenda que somos fundamentais para a vida. Ao falar em Biotecnologia, estamos falando de sonhos, no entanto, são sonhos que podem ser realizados. O mundo está trabalhando nisso”, afirmou.

Workshop Biotecnologia

Ruy Caldas abordou os avanços da área no Brasil

O professor da Universidade de Brasília,  Fernando Torres, foi outro palestrante do evento. Na ocasião, ele destacou as tradições da Biotecnologia no Centro-Oeste e explanou sobre o cenário brasileiro. Segundo o professor, os biotecnólogos salvaram a humanidade da fome, temida em 1960, e vão mais uma vez repetir a façanha diante das dificuldades advindas com o aquecimento global. “O Brasil fica perdendo tempo e investindo em outras questões, como o Petróleo, que são coisas do passado. Nós precisamos de fontes renováveis, o mundo precisa de inovação. A Biotecnologia vai dominar o século XXI, mas precisamos de recursos”, alertou.

Workshop Biotecnologia

Participantes conheceram um pouco mais sobre as oportunidades de atuação e os desafios para o crescimento da Biotecnologia

 

 


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